Veículo: OFÍCIO DA PALAVRA . Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2008 .
Título: OFÍCIO DA PALAVRA


O projeto Ofício da Palavra, iniciativa do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, volta com todo fôlego em 2008. Retomando a programação em grande estilo, o primeiro convidado do ano é o multiartista Arnaldo Antunes, que falará sobre seus vários ofícios no dia 26 de fevereiro, no Museu de Artes e Ofícios.

Músico, compositor, poeta e videasta, Arnaldo Antunes é um artista multimídia que tem a palavra como sua matéria-prima e a obsessão pelas palavras seu ponto de partida. Mestre em lidar, e brincar, com os vocábulos, ele transita entre várias linguagens, sempre em busca da palavra perfeita. É "talento que não cabe em uma só linguagem", como disse a poeta Alice Ruiz.

Artista da palavra

Nascido em São Paulo, em 1960, desde cedo Arnaldo Antunes despertou interesse pelas linguagens artísticas de forma geral, exercendo sua criatividade em música, poesia, vídeo, performances, artes gráficas e intervenções em meios diversos. Como músico e compositor, construiu uma carreira expressiva. Integrante do grupo pop Titãs de 1982 a 1992, gravou sete discos e ganhou reconhecimento em todo o Brasil.

Dez anos mais tarde, outro grande sucesso: o CD Tribalistas (2002), gravado ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown, que, em 2003, recebeu diversos prêmios, entre eles o de Melhor Disco do Ano da APCA na categoria Música Popular, os troféus de Melhor Música, Melhor CD e Melhor DVD no Prêmio Multishow da Música Brasileira e o prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro do Grammy Latino.

Como artista solo, lançou os CDs Nome (1993), Ninguém (1995), O silêncio (1996), Um som (1999), Paradeiro (2001), Saiba (2004), Qualquer (2006) e Ao vivo no estúdio (2007). Também participou de projetos especiais, como o CD O corpo (1999), trilha para espetáculo homônimo em comemoração aos 25 anos do Grupo Corpo. Além disso, suas canções têm sido incluídas em trilhas de diversos filmes.

Arnaldo, cuja marca é a intelectualidade, também fez carreira como poeta. Seu primeiro livro, Ou/e (1983), um álbum de poemas visuais, foi editado artesanalmente por ele mesmo. Publicou também Psia (1986), Tudos (1990), As coisas (1992) - que recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993 -, o CD/livro/vídeo Nome (1993), o CD/livro 2 ou + corpos no mesmo espaço (1997), a antologia Doble Duplo (2000), 40 escritos (2000), Outro (2001), Palavra desordem (2002), Et eu tu (2003) - que em 2004 foi agraciado com o Prêmio Jabuti para Melhor Projeto Gráfico -, Antologia (2006), Frases do Tomé aos três anos (2006) e Como é que chama o nome disso (2006).

Sua poesia tem sido publicada em diversas antologias, no Brasil e no exterior. Participou também de numerosas exposições de poesia visual e vem realizando experiências com poesia digital, somando som, imagem e movimento com os novos recursos da informática. Arnaldo, para quem "poesia é aventura e risco", encontrou na diluição dos limites entre as linguagens um caminho artístico.

De acordo com José Eduardo Gonçalves, curador do projeto, "o Ofício da Palavra ganha novos contornos agora em 2008, aberto às múltiplas formas de linguagem escrita e para uma diversidade de criadores, como escritores, poetas, cronistas, compositores e ensaístas". A entrada, como sempre, é franca.


SERVIÇO
Ofício da Palavra com Arnaldo Antunes
Local: Museu de Artes e Ofícios - Praça da Estação
Data: 26 de fevereiro
Horário: 19h30
Entrada franca (até 150 pessoas)
Telefone: 3248-8600




Assessoria de imprensa e comunicação
Conceito Comunicação Estratégica
Fernanda Aguilar
 
 
 
 
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