Veículo: Educação e Cultura: uma aliança transformadora . Terça-Feira, 14 de Novembro de 2006 .
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Educação e Cultura: uma aliança transformadora

Seminário de Ação Educativa reúne diversos especialistas e um público de mais de 800 pessoas para palestras sobre as interfaces entre museus e educação


Cultura e Educação, dois alicerces para a construção da cidadania e o desenvolvimento de um país, foi o tema que permeou o Seminário de Ação Educativa Cultura e Educação: parceria que faz história, promovido pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG) com o patrocínio do Fundo Nacional de Cultura nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no Minascentro.

Com cerca de 860 profissionais e estudantes das áreas de educação, cultura e museologia inscritos, o Seminário abriu e fechou sua programação com chave de ouro. A presidente do Instituto, Angela Gutierrez, comemorou "mais uma etapa cumprida, mais um passo seguro na caminhada emocionante rumo ao conhecimento compartilhado". No seu discurso de abertura, na noite do dia nove, ela falou sobre o papel transformador da Educação e da Cultura enquanto plataformas de mudança e suportes fundamentais para que o país possa sonhar com um outro estágio de desenvolvimento.

Também estiveram presentes na solenidade de abertura o representante do Ministério da Cultura, Afonso Henrique Martins Luz, a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Antonieta Cunha, a Superintendente de Museus da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Silvana Nascimento, entre ouros. A noite foi marcada ainda pela palestra do professor da UFMG, Marcus Vinicius de Freitas, que substituiu, à altura, Adélia Prado. A escritora não pôde comparecer ao Seminário por motivos de luto.

O professor abordou, de forma descontraída e envolvente, o tema "A Literatura e os Ofícios". Falou da arte e seu papel imaginário - o de construir uma cena capaz de dar vida para os instrumentos de trabalho - e citou três exemplos em que a literatura também cumpre esse papel, recorrendo aos escritores Jorge Amado, Domingos Pellegrini e Guimarães Rosa.

No dia seguinte pela manhã, foi a vez de outros três professores da UFMG, Ana Maria Gomes, Betânia Figueiredo e Bernardo Jefferson, falarem sobre "Aprender a cultura", "Patrimônio imaterial: o saber fazer na história" e "A admiração da técnica", respectivamente.

Na parte da tarde, o público pôde conferir a conferência internacional do professor da Universidade Autônoma de Madri, Mikel Asensio, que relatou parte da sua experiência em diversos museus do mundo e teceu críticas ao mau uso do patrimônio e aos métodos didáticos dos museus. Logo após, as representantes de museus, Izabela Tavares (MHAB - MG) e Luciana Pasqualucci (MAM - SP), e o secretário executivo do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS-RS), José Itaqui, apresentaram os projetos educativos bem sucedidos desenvolvidos pelas respectivas instituições.

No último dia de Seminário, a Professora Emérita do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UNB), filósofa e socióloga, Bárbara Freitag, proferiu a palestra "A Dialética Senhora e Serva no romance Primo Basílio, de Eça de Queirós". A professora fez uma análise sobre a posição dessas duas personagens do livro (senhora e serva), estabelecendo um diálogo com as relações sociais do trabalho presentes na literatura e inserindo um viés bastante pertinente à proposta do Museu de Artes e Ofícios (MAO) do ICFG.
Após Freitag, foi a vez da professora da UFMG, Maria Eliza Linhares Borges, falar sobre "as memórias de alfaiates, barbeiros, vendedores ambulantes, sapateiros etc., lembranças que ressaltam as particularidades de seus ofícios, como também permitem conhecer o cotidiano de uma Belo Horizonte quase sempre ausente dos livros didáticos".

Dando continuidade, Helena Mourão, coordenadora do projeto Educativo "Fio da Meada", do MAO, fez uma análise do Museu de Artes e ofícios diante do inesperado. Helena falou, de forma emocionada, sobre o projeto e o impacto que o mesmo tem causado em diferentes públicos: jovens e crianças e, principalmente, grupos de educação de jovens adultos (EJA's). O vídeo com depoimentos desses jovens adultos, veiculado logo após sua palestra, emocionou grande parte dos presentes.

Fechando o Seminário, o escritor Alcione Araújo proferiu a conferência "Razão e emoção na formação do imaginário", em que falou sobre as contradições do modelo educacional brasileiro que não cria consumidores para os produtos culturais. Para ele, só a arte é capaz de preencher o vazio existencial do ser humano. É ela que permite ao leitor, no caso da literatura, "ser vários sendo apenas um". O escritor foi aplaudido de pé.



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