Veículo: Museu do Oratório participa, em Brasília, da exposição Aleijadinho e seu Tempo - Fé, Engenho e Arte . Terça-Feira, 20 de Março de 2007 .
Título: Museu do Oratório participa, em Brasília, da exposição Aleijadinho e seu Tempo - Fé, Engenho e Arte


Onze peças do acervo de Ouro Preto podem ser vistas no Centro Cultural Banco do Brasil da capital federal

O Museu do Oratório participa da exposição Aleijadinho e seu Tempo - Fé, Engenho e Arte, que foi inaugurada nesta terça-feira, dia 13 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. A exposição fica aberta até o dia 10 de junho.

São 11 peças pertencentes ao acervo de Ouro Preto que, depois de serem vistas por quase 1 milhão de pessoas na mesma exposição no Rio de Janeiro, agora seguem para a capital federal.

Ao todo, a mostra Aleijadinho e seu Tempo - Fé, Engenho e Arte tem aproximadamente 200 peças, dentre obras de arte, réplicas, documentos, livros e mapas de significativo valor histórico e artístico. Elas estão em salas cenograficamente ambientadas e com exibição de imagens, vídeos e música de época, revelando ao público o esplendor do barroco mineiro do século XVIII por meio da homenagem a seu artista maior, Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) e seus contemporâneos Francisco Xavier de Brito, Mestre de Piranga e Mestre Ataíde, dentre outros. A curadoria é de Fábio Magalhães.

"É muito importante participarmos desta homenagem ao mestre maior do barroco, Aleijadinho, e mostrarmos parte do nosso acervo fora de Minas Gerais", afirma a diretora do Museu do Oratório, Deise Lustosa.

Os oratórios na exposição

As 11 peças que o Museu do Oratório enviou à de Brasília fazem parte da exposição permanente e da reserva técnica da coleção.

Todos os oratórios são mineiros, mas podem ser classificados em diferentes categorias, que variam de acordo com a função que exerciam.

Um exemplo que está presente no Centro Cultural Banco do Brasil é a coleção de Oratórios Lapinha. Eles geralmente apresentam dois pavimentos: ao alto a cena do calvário e embaixo a cena do presépio. Dessa forma, poderiam ser usados em diferentes ocasiões festivas como o Natal e a Paixão de Cristo. A imitação das grutas e a confecção em calcita - mineral encontrado em lapas de Minas Gerais - justificam a denominação "lapinha". Também estão na exposição Oratórios de Alcova, que ocupavam espaços significativos dentro das residências dos fiéis e passavam de geração em geração como bem de família. Eles podiam abrigar, além do santo protetor, tudo o que se relacionasse à devoção cotidiana. Geralmente eram utilizados em rituais importantes, como novenas e preces coletivas ou mais intimamente, nos quartos e alcovas.

Podem ser vistos ainda o primeiro oratório da coleção do Museu, que tem uma imagem de Sant´Ana; dois Oratórios Bala, muito usados pelos tropeiros e que recebem esse nome pela semelhança com a forma de balas de cartucheira; além de um Oratório de Esmoler. Usados pelos mendicantes, esses últimos eram dependurados no pescoço e às vezes possuíam uma gaveta para guardar o dinheiro arrecadado.

O Museu do Oratório

Inaugurado em Ouro Preto, em outubro de 1998, o Museu do Oratório apresenta uma magnífica coleção - única em todo o mundo - de 162 oratórios e 300 imagens dos séculos XVII ao XX. As peças do acervo foram doadas ao Governo pela colecionadora Angela Gutierrez e são genuinamente brasileiras, principalmente de Minas Gerais. Caracterizando-se pela diversidade de tipos, de tamanhos e de materiais, o acervo oferece detalhes valiosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes da época em que foram produzidos, permitindo uma verdadeira viagem antropológica pela história do Brasil.





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