Veículo: JORNAL O TEMPO . Quinta-Feira, 30 de Novembro de 2006 .
Título: 29/11/2006 - Sérgio Sant'Anna e o Ofício da Palavra
Sérgio Sant'Anna e o Ofício da Palavra
LILIANE PELEGRINI
Não é raro que, em meio à degustação de algum livro, o leitor pare e fique a divagar sobre como o autor de tal obra conseguiu criar enredos tão mirabolantes, intrigantes e/ou bem bolados.
Essa curiosidade frequente é o mote do projeto Ofício da Palavra, que faz sua avant-première hoje, no Museu de Artes e Ofícios (MAO). "As pessoas sempre querem saber como é o processo criativo de um escritor, sentem vontade de saber como nasce o texto, qual é o ponto de partida.
Então, resolvemos aproveitar o museu, que é muito propício, para abrir um espaço de diálogo entre escritor e leitor", explica José Eduardo Gonçalves, jornalista, escritor e curador do projeto. Para sua primeiríssima edição, o Ofício da Palavra - que é uma iniciativa do próprio MAO, via Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG) - conta com a presença de ninguém menos que o carioca Sérgio Sant'Anna, autor de títulos importantes da literatura brasileira, entre eles "Confissões de Ralfo" (1975), "A Tragédia Brasileira" (1987) e "Um Crime Delicado" (1997).
"Quem é leitor realmente tem uma curiosidade em saber como é a criação de um livro. Mas, muitas vezes, também tem um certo receio de perguntar, uma timidez", diz Sérgio Sant'Anna, reconhecendo que escritores ainda são tratados como mitos na cultura brasileira.
"O ideal é que as pessoas não sentissem esse medo. Muitas vezes, há pessoas com boas perguntas e boas discussões são perdidas por essa timidez", reclama. Para o autor, o processo de escrita é algo tão natural que ele não consegue entender o porquê de tanta intimidação por parte do público.
"Quando me perguntam de onde vem a inspiração, sabe que eu nem sei o que responder? Estou há tanto tempo nesse negócio de literatura que a coisa acontece o tempo todo. À medida que vou escrevendo, surgem outras idéias e assim vai. O meu problema não é não ter idéia, é como executar todas que aparecem", afirma Sant'Anna, adiantando um pouco da discussão que acontecerá mais tarde.
"Todo dia, acordo de manhã, sento numa cadeira de balanço que fica num quarto com uma cama cheia de papéis. Começo escrevendo à mão e só depois de ter um rascunho consistente passo pro computador", completa ele, relatando um pouco da sua rotina de escritor.
Além de falar sobre os seus métodos de trabalho e conversar com a platéia, Sérgio Sant'Anna ainda vai fazer a leitura de "Entre as Linhas", conto publicado apenas uma vez em uma antologia de pequena tiragem.

 
 
 
 
 
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